Faturamento x Lucro: Entenda a diferença para não fechar o mês no vermelho

Você já teve aquela sensação de olhar para a conta da empresa, ver um saldo alto e pensar: “Nossa, esse mês foi incrível!”, mas, quando chega o dia 30, não sobra quase nada para você?

Se a resposta for sim, calma. Você não está sozinho.

Esse é um dos erros mais comuns entre prestadores de serviço e pequenos empresários: confundir Faturamento com Lucro. Essa pequena confusão é a responsável por quebrar muitos negócios promissores logo nos primeiros anos.

Neste artigo, vamos desmistificar esses conceitos de forma simples e te mostrar como ter clareza sobre o dinheiro que realmente é seu.

O que é Faturamento? (A Ilusão)

De forma direta: Faturamento é todo o dinheiro que entra no caixa da sua empresa.

Se você fechou um contrato de R$ 10.000,00 ou vendeu R$ 5.000,00 em serviços nesta semana, esse montante é o seu faturamento. É um número importante? Com certeza. Ele mostra o potencial de vendas do seu negócio e o tamanho da sua operação.

Porém, existe um ditado famoso no mundo dos negócios que diz: “Faturamento é vaidade, lucro é sanidade”.

Olhar apenas para o quanto entrou pode criar uma falsa sensação de riqueza. Você pode faturar milhões e, ainda assim, estar perdendo dinheiro.

O que é Lucro? (A Realidade)

O Lucro é o que sobra no final da conta, depois que você pagou todas as obrigações para entregar aquele serviço. É a matemática da vida real:

Faturamento (-) Impostos (-) Custos Fixos (-) Custos Variáveis (=) Lucro.

É daqui que deve sair o dinheiro para reinvestir na empresa e, claro, a distribuição de lucros para os sócios.

Para um prestador de serviços, a conta parece simples, mas muitas vezes esquecemos de colocar na ponta do lápis custos invisíveis, como:

  • Assinaturas de softwares e ferramentas;
  • Taxas de emissão de Nota Fiscal;
  • Tarifas bancárias;
  • Provisão para impostos anuais.

Se você gasta o dinheiro do faturamento achando que ele é lucro, você provavelmente está gastando o dinheiro que deveria ser usado para pagar o imposto do mês seguinte. É assim que a “bola de neve” das dívidas começa.

O perigo de viver pelo Faturamento

Imagine um profissional de TI ou um médico que fatura R$ 20.000,00 por mês. Se ele ajusta seu padrão de vida pessoal (carro, casa, viagens) contando com esses R$ 20.000,00, a conta não vai fechar.

Quando descontamos os impostos (seja no Simples Nacional ou Lucro Presumido), os custos operacionais e a contabilidade, o valor real disponível (Lucro Líquido) é bem menor.

Aqui na Contilight, atendendo clientes de Taubaté e de todo o Brasil, percebemos que a virada de chave acontece quando o empresário passa a focar na Margem de Lucro, e não apenas no volume de vendas.

Como começar a organizar isso hoje?

Não precisa de planilhas complexas de Harvard. A organização começa com 3 passos básicos:

  1. Conheça seus custos: Liste tudo o que sua empresa paga, desde o café até o servidor do site.
  2. Precifique corretamente: Seu preço cobre os custos e ainda gera a margem que você deseja?
  3. Tenha um parceiro estratégico: Um contador consultivo não serve apenas para gerar guias de impostos. Ele ajuda você a analisar esses números.

O papel da Contabilidade Digital na sua Lucratividade

Ter clareza sobre esses números fica muito mais fácil quando você tem o apoio da tecnologia. Na contabilidade digital, você tem acesso rápido às informações do seu negócio, sem precisar esperar pilhas de papel chegarem pelo correio.

Seja você um empresário aqui do Vale do Paraíba ou um prestador de serviços digital em qualquer canto do país, a regra é a mesma: cuide do seu lucro, e o faturamento será apenas uma consequência feliz.


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